UM GIGANTE DESAFIO.
A epidemia da obesidade atinge mais de 140 milhões de pessoas ao redor deste mundo, sendo mais prevalente na população feminina.
O fenômeno do ganho de peso mundial não é diferente em nosso país. O Brasil vem enfrentando o aumento da Obesidade e do Sobrepeso em todas as suas faixas etárias. Mais da metade dos brasileiros tem sobrepeso, sendo que 20% da população total adulta tem Obesidade (índice de massa corporal, IMC, acima de 30).
Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) “Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e Caribe” expõe que o sobrepeso em adultos passou de 51,1% em 2010, para 54,1% em 2014. Quanto a obesidade, em 2010, 17,8% da população era obesa; em 2014, o índice chegou aos 20%.
A doença se estende para a população infantil. Estima-se que 7,7% das crianças abaixo de 5 anos esteja acima do peso
Embora a medicina tenha avançado e mantem cada vez mais novos conhecimentos sobre os mecanismos da doença tratamento e prevenção dela ainda sao frustrantes na pratica médica.
Considerada uma doença Multifatorial, ou seja, há o fator genético mas principalmente os fatores relacionados com habito de vida, baseado numa ingestão inadequada de qualidade e quantidade de alimentos que modulam diversas partes do controle metabólico como: hipotálamo (que regula fome e saciedade), microbiota intestinal (que regula absorção x metabolização de alimentos, além da barreira inflamatória), redução de tecido adiposo marrom, aumento de tecido Visceral e citocinas pró- inflamatórias que favorecem o ganho e dificultam a perda de peso.
O tratamento da Obesidade é trabalhoso pelo fato da dificuldade que os pacientes tem em MANTER os bons hábitos. E bons hábitos não tem data nem peso para acabar. O sucesso do tratamento depende de muita persistência e foco do paciente, desde que ele compreenda que a mudança de habito é necessária por toda a sua vida. Atualmente, a parte farmacológica para perda de peso, as cientificamente comprovadas, apresentam limitação na perda de peso total , sendo sempre boas ferramentas quando associadas a mudança do estilo de vida do paciente.
A Cirurgia Bariátrica também é uma terapêutica para perda de peso, porem, ela apresenta critérios mais rigorosos de Índice de Massa corpórea e/ou associação com outras doenças como Diabetes, Hipertensão Arterial, Doenças osteomusculares decorrentes do excesso de peso.